O evento ocorre pela primeira vez no novo campus em Ceilândia
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Agência Brasília* | Edição: Ígor Silveira
Docentes e estudantes do curso de enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) participaram, nesta quarta-feira (10), de mais uma edição do SUS Junino, evento que foi criado em 2011 e se tornou uma tradição institucional. Aliando promoção da saúde à temática de festa junina, os organizadores criaram um ambiente de descontração em meio a oficinas que tratam sobre as políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), além de discutir temas atuais e que foram estudados durante o semestre.
Amadurecido ao longo dos anos, o encontro — que, no início contemplava apenas estudantes da 1ª série do curso — agora abrange todas as turmas, o que propicia diversidade de conhecimento, saberes e experiências, tal qual as populares festividades juninas. A docente do curso e uma das organizadoras do evento, Maria Aureni, explica que a escolha da data é proposital: “A gente entende a festa junina como uma grande festa popular, e o SUS como uma política pública e diversa em que se trabalha o compartilhar”.
Para ela, que é nordestina, mas vive em Brasília, “o SUS visa a implementação da política de equidade”, e este ano, o grupo de estudantes que Aureni coordena vai apresentar a temática de acolhimento no alojamento conjunto e centro obstétrico. “A gente traz uma abordagem bem ampla, de acolhimento à mulher negra, migrante, indígena, com um olhar integral à mulher”. Além disso, também foram tratados temas como história e conquistas das mulheres, maternidade segura, biossegurança, manejo de resíduos, segurança e administração de medicamentos, classificação de riscos na Atenção Primária, vigilância em saúde, entre outros.
Aliando promoção da saúde à temática de festa junina, os organizadores criaram um ambiente de descontração em meio a oficinas que tratam sobre as políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação/Fepecs
Durante o SUS Junino, os estudantes também trabalharam a gestão de tempo, organização, desempenho e coletividade, tudo isso sob o olhar atento dos docentes que avaliam as apresentações. O evento marca o final do semestre e é uma chance de assimilar tudo aquilo que foi estudado e aprendido nos últimos meses. “Aqui, a gente consegue trazer esse arquétipo cultural no final do semestre e a importância de trabalhar culturalmente o conhecimento que venha a favorecer o aprendizado desse estudante”, afirma Aureni.
Sabores e saberes
O SUS Junino começa a ser formulado bem antes da data do evento, com reuniões presenciais e virtuais entre docentes e estudantes, em que são definidos os temas e formato das apresentações. “O estudante tem toda autonomia para escolher qual dinâmica vai utilizar para apresentar o tema, além da parte de organização e ornamentação”, conta a docente. Este ano é a primeira vez que o evento está sendo realizado no novo campus do curso, em Ceilândia. Pedagogicamente aprimorado, o SUS Junino conta com a avaliação dos docentes e também dos estudantes, que podem opinar na apresentação dos colegas. “Nosso evento é muito democrático e dinâmico”, avalia Aureni.
Durante o dia de atividades, os alunos aprendem, ensinam e se deliciam com os sabores típicos dessa época do ano, aproveitando a oportunidade para arrecadar fundos para sua formatura. A ocasião também propicia aos estudantes o fortalecimento de vínculos e o desenvolvimento de competências específicas de comunicação, cooperação, colaboração, ética, liderança e respeito.
Ao descrever o SUS Junino, Maria Aureni diz que “representa um momento de descontração, que incentiva troca de saberes e sabores com a comunidade acadêmica, além de promover uma discussão e aprofundamento teórico mais refinado que cada disciplina trabalha ao longo do semestre”.
*Com informações da Fepecs
