País também supera média global quando o assunto é presença feminina em cargos de liderança
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março. Oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, a data marca as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo da história. Durante décadas, elas foram privadas de direitos básicos, inclusive do acesso pleno à ciência e à academia. Esse cenário, no entanto, vem se transformando.
Dados do Ministério da Educação (MEC) apontam que as mulheres representam 59,1% (5,9 milhões) das cerca de 10 milhões de matrículas na educação superior brasileira. Os números são do Censo da Educação Superior 2023, divulgado pela pasta em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Além da presença majoritária entre as estudantes, o levantamento registrou 157.680 professoras em atuação no país, o equivalente a 47,6% do corpo docente desse nível de ensino. No Centro Universitário UNICEPLAC, as mulheres representam 64% dos estudantes de gradução.
Laysa Assunção, 20 anos, é aluna de Engenharia de Software no UNICEPLAC e estagiária na área de desenvolvimento front-end e design. Ela afirma que o interesse pela tecnologia surgiu cedo e que a escolha pelo curso foi motivada tanto pela afinidade quanto pelas oportunidades profissionais. “A tecnologia impulsiona transformações contínuas em diferentes setores da economia, o que amplia a demanda por profissionais cada vez mais qualificados para acompanhar e liderar essas mudanças”, afirma.
Liderança
O Brasil também apresenta desempenho acima da média global quando o tema é liderança feminina. De acordo com o estudo Women in Business 2025: Impacting the Missed Generation, enquanto a média mundial é de 34%, o país registra 36,7% de mulheres em posições de comando. O índice brasileiro supera o de países como os Estados Unidos, que acompanham a média global, além da Alemanha, com 30,1%, e do Canadá, com 34,7%.
Reitora do UNICEPLAC, a professora doutora Kelly Pereira é exemplo dessa trajetória de ascensão construída dentro da própria instituição. Sua história começou há 32 anos, como aluna do curso de Fisioterapia. Ao longo das décadas, tornou-se docente, coordenadora do curso, pró-reitora acadêmica e, atualmente, ocupa o cargo de reitora em um dos maiores centros universitários do Distrito Federal.
Para a professora Kelly, liderança é resultado de visão, constância e trabalho coletivo. “Uma história profissional não se constrói sozinha. Ela envolve equipes, oportunidades e a capacidade de enxergar objetivos com clareza. Não podemos nos acomodar. Minha trajetória foi pautada por muito estudo, dedicação e compromisso, mas também por gentileza e respeito às pessoas”, afirma. Ela destaca ainda a gratidão à instituição e ao seu fundador, o professor doutor Apparecido dos Santos.
Segundo a professora, o fortalecimento da presença feminina em cargos estratégicos contribui para ambientes mais inovadores. “Precisamos da diversidade. A colaboração entre homens e mulheres amplia perspectivas, qualifica decisões e fortalece o movimento por igualdade de gênero”.
A educação, ressalta a professora Kelly, é o principal instrumento de transformação social. “O conhecimento gera autonomia, confiança e acesso a oportunidades econômicas e profissionais. As mulheres estão cada vez mais conscientes de seu potencial. Estão perdendo o medo e aprendendo a ousar. Elas sabem que podem alcançar seus sonhos”, completa a reitora do UNICEPLAC.
