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segunda-feira, março 16, 2026

Semana do Sono no DF abre debate sobre impactos de noites maldormidas

Evento no Hospital Regional da Asa Norte inicia programação gratuita de conscientização


Dificuldade para dormir, acordar várias vezes durante a noite ou levantar com a sensação de cansaço. Todos são sinais comuns de insônia, um problema que pode afetar diretamente o bem-estar e a qualidade de vida. Quando o sono não ocorre de forma adequada, o organismo sofre impactos que vão desde irritabilidade e falta de concentração até prejuízos mais amplos à saúde física e mental.

No Distrito Federal, o problema tem alcançado um número relevante de pessoas. De acordo com o mais recente perfil epidemiológico sobre o hábito de vida do brasiliense, divulgado neste ano pela Secretaria de Saúde (SES-DF), 31,1% dos adultos relatam sofrer com insônia. O levantamento também mostra que 20% dizem dormir menos de seis horas por noite, o que é considerado uma duração curta de sono.

“É nesse ponto que precisamos chamar a atenção. Muitas vezes, a insônia é causada por nossos hábitos. A exposição excessiva à luz emitida por telas de celulares, televisores e tablets, assim como a iluminação artificial, inibe a produção de melatonina, hormônio que regula o ciclo sono-vigília. Além disso, a ausência de uma rotina adequada de sono contribui para o desenvolvimento da insônia”, explica a pneumologista e médica do sono Géssica Andrade, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Os dados foram levantados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, com informações relativas aos anos de 2006 a 2024. Os indicadores relacionados à duração e à qualidade do sono passaram a ser monitorados pelo Vigitel em 2024.

Conscientização

Em todo o Brasil, unidades de saúde promovem atividades durante a Semana do Sono 2026, um movimento dedicado à conscientização sobre o tema. A mobilização teve início na última sexta (13) e segue até quinta-feira (19).

O objetivo da iniciativa é ajudar a população a reconhecer os sinais de um sono de má qualidade, identificar quando é necessário procurar um especialista e adotar hábitos que favoreçam noites mais reparadoras.

No DF, a abertura ocorreu no auditório central do Hran. As atividades são gratuitas e abertas ao público. Durante as ações, as equipes destacam que a falta de sono de qualidade afeta o dia a dia e pode contribuir para o desenvolvimento de diversas doenças que poderiam ser evitadas com a adoção de hábitos mais saudáveis.

“Inicialmente, a privação de sono pode causar sonolência diurna, comprometimento da memória e déficits de atenção. A longo prazo, podem surgir hipertensão, diabetes e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Todas essas condições estão associadas à má qualidade do sono”, elenca Andrade.

Confira aqui a programação dos próximos dias.

*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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