
TJDFT presta homenagem a José Colombo de Sousa, reconhecendo a trajetória na magistratura e as contribuições para o desenvolvimento do país
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) vai homenagear o Desembargador José Colombo de Sousa, in memorian, ex-Presidente da Corte, com a Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Distrito Federal e dos Territórios (OMJDFT), na graduação Grão-Colar, em cerimônia a ser realizada no dia 19 de março, às 16h, no auditório Ministro Sepúlveda Pertence, localizado no Fórum de Brasília, Bloco A, térreo.
O Desembargador José Colombo de Sousa nasceu em Itapipoca, Ceará, em 2 de março de 1913. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Estado do Ceará, em 1937, e se inscreveu na Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Estado, em julho de 1938. Foi professor de colégios e da Faculdade de Ciências Econômicas do Ceará e, em outubro de 1954, e eleito Deputado Federal pelo Ceará.
Como parlamentar, manifestou-se favorável à transferência da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília e destacou como um dos líderes do “Bloco Mudancista”. Foi relator do orçamento de 1960, com relevante atuação para viabilizar os recursos para o primeiro ano de funcionamento da Nova Capital do Brasil, que viabilizaram, inclusive, a instalação do TJDFT, em 5 de setembro de 1960, na forma da Lei nº 3.754/1960, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Foi escolhido pelo Presidente Juscelino Kubitschek, para compor o TJDFT como primeiro Desembargador pelo Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) .
Tomou posse e entrou em exercício em 21 de novembro de 1960. Tornou-se Presidente da Corte no biênio 1970-1972 e acabou demitido do cargo em 27 de abril de 1973, com base no artigo 6º, §§ 1º e 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, no contexto da Ditadura Militar.
Com a “Lei de Anistia”, de 28 de agosto de 1979, José Colombo de Sousa não requereu o retorno à atividade judicante, optando pela aposentaria, em 7 de abril de 1980. Morreu em 30 de agosto de 1987, aos 74 anos, em Brasília, sem retornar ao TJDFT.
José Colombo de Sousa foi uma figura de grande destaque na magistratura e na vida pública brasileira, em especial para a criação de Brasília. Nascido em 2 de março de 1913, na cidade de Itapipoca, no Ceará, construiu a trajetória como advogado, professor, deputado federal e desembargador.
Desde a infância, a leitura era uma tradição na família de José Colombo de Sousa. Na casa dos pais, Joaquim Jerônimo de Souza e Maria Lia Madeira de Souza, em Itapipoca, os filhos cresceram cercados por livros, tendo acesso a uma vasta biblioteca dentro de casa.
O diplomata José Marcus Vinícius de Sousa, filho de Colombo, recorda essa influência: “Nossa família era numerosa – meus avôs tiveram oito filhos –, mas a educação sempre teve um papel central em nossa formação. Minha avó foi a primeira professora formada da cidade, uma intelectual brilhante”.
José Colombo com a esposa Iolanda Gurgel de Sousa e os filhos: Fernanda Maria Gurgel de Sousa, José Colombo de Sousa Filho, José Jerônimo Moscardo de Sousa, José Paulo Maurício de Sousa, José Marcus Vinícius de Sousa, Maria Carmen Inês Gurgel de Sousa, José Paulo Afonso de Sousa, José Luís Roberto Gurgel de Sousa.
Colombo deu seus primeiros passos na política como prefeito das cidades cearenses do Crato e de Quixadá. Em 1937, casou-se com Yolanda Barroso Gurgel de Lima, com quem teve oito filhos.